Primeiro de Abril – Dia da Mentira

É tradição! Assim nos respondem quando perguntamos os motivos pelos quais o dia primeiro de abril é considerado o “dia da mentira”.

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A resposta para essa questão foi publicada no jornal Correio da Manhã, de dois de abril de 1932 em editorial intitulado “Primeiro de Abril – Dia da mentira”.

Diz o jornal: Um velho uso importado da França, como modas e os bebês, consagra á Mentira o dia 1º de abril. Nesse dia todo o mundo tem direito de engendrar histórias, contar vantagens, enganar os amigos, coisas que, aliás, muita gente pratica sem licença, durante o anno inteiro… Convém inteirar os amigos leitores das origens dessa tradição que não se perde nas noites dos tempos, como é dever das tradições que se prezam, mas data dos idos do século XVI, por volta de 1564 para ser mais preciso.

Até então o anno começava a 1º de abril. O rei Carlos IX, por certas razões de Estado que as chronicas não referem, resolveu mudar o inicio do anno para 1º de janeiro… Naturalmente houve muita gente revoltada com a novidade – o passado teve também os seus passadistas – e a esses continuaram a dar, por troça, felicitações de 1º de abril e enviar-lhes presentes simulados com o fim garoto de mystifical-os: – sonhos de algodão, balas de alho, tortas de rolha de cortiça, caixas de joia vasias, títulos de emprestimos de Alagoas, etc…

Caso é que, de simples brincadeira de ocasião, o “poison d’Avril” impoz-se como um symbolo da mystificação e o dia 1º do mez foi consagrado á Mentira por consenso unanime dos povos…

Veja: Jornal Correio da Manhã, de dois de abril de 1932 em editorial intitulado “Primeiro de Abril – Dia da mentira”.

Fonte: Biblioteca Nacional.

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