A presença do 220 V (e do padrão europeu em geral) no Brasil tem forte relação com a influência técnica europeia, na qual a Alemanha teve papel decisivo, em contraste com o modelo norte-americano.

O Padrão Europeu vs. Padrão Norte-Americano
No final do século XIX e início do século XX, quando o Brasil começou a implantar suas redes de iluminação e energia elétrica, não existia uma padronização nacional:
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Influência Norte-Americana (110 V / 127 V): Concessionárias financiadas por capitais norte-americanos ou canadenses (como a famosa Light, no Rio de Janeiro e São Paulo) adotaram os equipamentos dos EUA, onde a distribuição residencial se consolidou em 110 V/127 V em 60 Hz.
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Influência Europeia/Alemã (220 V): Na Europa — com forte protagonismo da Alemanha —, a rede evoluiu diretamente para 220 V. Quando empresas e engenheiros europeus (alemães, italianos, ingleses) vinham projetar ou fornecer equipamentos para regiões brasileiras (especialmente no Nordeste e no Sul), eles traziam o maquinário e o padrão de suas terras natais.
O Papel do Custo Financeiro e Geográfico
Além do país de origem dos equipamentos, houve uma importante razão econômica:
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Cabo de cobre e distância: Em 220 V, a corrente necessária para entregar a mesma potência é menor do que em 127 V. Isso permitia usar fios mais finos e mais baratos e transmitir energia por distâncias maiores gastando menos.
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Para concessionárias europeias atuando em cidades menores ou com menor densidade populacional, utilizar o padrão 220 V de origem europeia era tecnicamente e financeiramente muito mais vantajoso.
Em resumo: A voltagem de 220 V no Brasil tem origem no modelo de eletrificação europeu — do qual a Alemanha foi uma das principais desenvolvedoras tecnológicas —, importado pelas empresas e engenheiros que instalaram a infraestrutura em diversas partes do país no início do século XX.
Para entender em detalhes a história da divisão entre 110 V e 220 V e por que ela nunca foi unificada no país, assista ao vídeo Por que usamos 110V e 220V no Brasil?, que explica de forma muito simples a geopolítica da eletrificação brasileira.
