Morro da Babilônia

O Morro da Babilônia esta localizado na divisa entre os bairros do Leme, Botafogo, Urca e Copacabana. A localidade abriga as comunidades do Morro da Babilônia e a do Chapéu Mangueira além de uma ampla área de proteção ambiental fazendo parte do Parque Natural Municipal Paisagem Carioca.

História

Temos como referência o ano de 1565 quando ocorreu a doação da sesmaria, pela Coroa de Portugal à Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Essa sesmaria compreendia as áreas dos morros da Babilônia e de São João, incluindo também os morros do Leme, do Anel, do Urubu e do Inhangá, as orlas de Copacabana e Gávea (que abrangia a orla dos atuais bairros de Ipanema e Leblon) e as enseadas de Botafogo e do Flamengo.

Já durante o século XVII, a atividade agrícola se expandiu na região, em especial no plantio da cana-de-açúcar que abastecia o Engenho D’El Rei.

O morro passou a ser ocupado, segundo seus moradores, na década de 30.

Nos anos 70 e 80, segundo os moradores, as favelas se expandiram no morro e no final da década de 80, os incêndios provocados pela extensa cobertura de capim colonião no alto do morro tornaram-se um risco para os moradores da região.

Fortificação, telégrafo e casamatas

Colonizadores portugueses, no século XVIII, construíram uma fortificação no alto do morro para vigiar a entrada da Baía de Guanabara aproveitando a sua visão privilegiada de todo o entorno. Até hoje ainda encontramos diversas ruínas de possíveis instalações militares no local.

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Ruínas

Atualmente ainda podemos verificar a existência de um arco que fazia parte da construção uma muralha com pórticos que fechava o desfiladeiro do Leme (atual Ladeira do Leme).

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Exército Brasileiro construiu casamatas no alto do morro para proteger a cidade contra possíveis ataques.

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Uma das casamatas

Há ainda as ruínas de um antigo telégrafo, construído em 1805 para ser usado como sistema de comunicação por bandeiras na defesa do Rio.

Há informações também que o local já contou com um heliporto.

Teleférico

No início do século XX, o engenheiro Augusto Ferreira Ramos (engenheiro brasileiro) projetou uma ligação aérea do Morro da Babilônia com o Morro da Urca, como parte das comemorações do Centenário da Abertura dos Portos Brasileiros às nações amigas.

O projeto na verdade compreenderia três linhas: uma ligando a Praia Vermelha ao alto do Morro da Urca; outra ligando os altos do Morro da Urca e Pão de Açúcar e a terceira ligando o alto do Morro da Urca ao alto do Morro da Babilônia. Porém, esta terceira nunca foi concretizada.

Mais informações: bondinho.com.br.

Poema

Em 1930, o morro foi citado em um dos poemas do livro Libertinagem, de Manuel Bandeira.

Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
(Manuel Bandeira)

Referência: censuras.wordpress.com

Filmes e televisão

O morro da Babilônia foi cenário para a produção dos filmes Orfeu Negro (1959) e Tropa de Elite (2007). Além de dois documentários sobre as favelas: Chapéu Mangueira e Babilônia – histórias do morro (1999) e Babilônia 2000 (1999).

O morro da Babilônia também foi destaque da novela “Babilônia”, da Rede Globo.

Atriz Camila Pitanga sobe o Morro da Babilônia, no Rio.

Paiol de explosivos

Durante o trajeto da trilha, encontramos duas guaritas que serviram para armazenar explosivos utilizados na construção do metrô do Rio. Os explosivos foram usados para abrir um túnel que liga as estações Arcoverde e Botafogo, na pedra do morro São João. Além do duto de ventilação existente no Parque Estadual da Chacrinha.

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Paiol de explosivos

Polo turístico e gastronômico

Com a implantação da UPP em 2009 o local começou a se tornar um grande polo turístico abrigando diversos hostels como o El Misti, Lisetonga e Babilonia Rio Hostel, Chill Hostel Rio, Green Culture Eco Hostel, Hostel Mar da Babilônia, Favela Inn, Abraço Carioca, Toninho House e outros.

Na gastronomia temos o famoso Bar do Alto com uma vista magnifica de toda a praia de Copacabana além dos seus excelentes drinques e o conhecido Bar do David, este que já participou do Comida de Buteco tendo inclusive sido premiado.

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Shopping Center Rio Sul

Em abril de 1980, foi inaugurado o Shopping Center Rio Sul, localizado na vertente norte do Morro da Babilônia. A sua instalação causou muita polêmica.

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Torre do Rio Sul

Para a minimização dos impactos causados, o Shopping se tornou responsável pelo processo de reflorestamento da região, tanto no morro da Babilônia como no morro São João.

Atualmente, além do reflorestamento, o shopping também faz a manutenção da trilha bem como trilhas guiadas, por intermédio da Cooperativa de Reflorestadores do Babilônia – Coop Babilônia.

O reflorestamento do Morro da Babilônia vem se tornando uma realidade, através da luta das associações de moradores da área: a ALMA – da Rua Lauro Muller, a AMOVILA – da Vila Benjamim Constant, e a do Babilônia. E também da ONG Grupo Ação Ecológica – GAE.

Trilhas e escaladas

O morro da Babilônia conta com uma trilha, conhecida como “Trilha das Fortalezas”, muito bem definida e que já foi destaque em outro post neste blog (veja mais aqui e aqui). O acesso a trilha pode ser feito pela vila militar existente na Ladeira do Leme (mediante autorização por escrito) ou então subindo pela ladeira Ary Barroso, no Leme.

Mas não só trilhas são as aventuras por lá. O Morro da Babilônia possui as vias de escaladas mais frequentadas do Rio de Janeiro. Fato este em razão da facilidade de acesso além da sua graduação ser considerada de fácil à mediana.

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