Muitos moradores da cidade do Rio de Janeiro, que com frequência passam pelas proximidades da Lagoa Rodrigo de Freitas, sequer conhecer o Parque da Catacumba. Outros até conhecem ou já viram a presença do parque mas desconhecem que o local já abrigou uma favela noutra época.
Para a origem do nome Catacumba há uma lenda que afirma que o local era usado por índio como cemitério. No entanto, nunca houve confirmação deste fato. Sequer foram encontrados vestígios.
Já no início do século XX, o local que pertencia à Baronesa da Lagoa Rodrigo de Freitas, sendo conhecido o local como Chácara da Catacumba. Conforme registram alguns livros, a Baronesa teria deixado via testamento essas suas terras para seus ex-escravos, que passaram a ocupar as terras após a sua morte.
Os primeiros casebres e barracos da favela começaram a ser erguidos na década de 30. Todavia o auge do crescimento demográfico ocorreu na década de 40, com a chegada de migrantes nordestinos. Desde então, a mata local foi gradativamente sendo derrubada e a favela foi crescendo a todo vapor.
Em 1970, durante gestão de Negrão de Lima, a favela ali instalada foi removida. Na ocasião, a favela contava com mais de 2000 barracos onde viviam mais de 10000 pessoas em péssimas condições, sem serviço de água potável e o esgoto in natura sendo despejado diretamente na Lagoa Rodrigo de Freitas. Além é claro dos riscos de incêndios e deslizamentos.
A grande maioria das famílias ali instaladas foram removidas para conjuntos habitacionais como o do Quitungo na Penha, e outros conjuntos na Cidade de Deus e Vila Kennedy. Desse modo, muitas famílias além de terem sido removidas à força e contra sua vontade ainda perdiam a proximidade do seu trabalho.
Com a remoção da favela e para evitar que o local fosse novamente ocupado, o local passou por um processo de reflorestamento e contenção de encostas.
Na década de 80, a técnica de reflorestamento utilizava principalmente mudas de árvores primárias (crescimento rápido e que servir de sombra para as demais). Só em 1999 foi realizado o plantio de espécies secundárias.
Foi assim que nasceu o atual Parque Natural Municipal da Catacumba.
O parque também ficou conhecido na década de 80 por abrigar shows gratuitos de música ao ar livre, geralmente aos domingos. O público se sentava na grama e apreciava shows de músicos como os saxofonistas Leo Gandelman, Mauro Senise, o guitarrista Ricardo Silveira e o violonista argentino Victor Biglione.
Em 2008, a prefeitura, por meio de suas secretarias de Meio Ambiente e Turismo, iniciou um projeto inovador de abertura dos Parques Municipais para atividades de Ecoturismo e Turismo de Aventura. O Parque da Catacumba era um deles. Com isso, foram instalados em sua área equipamentos de turismo de aventura e belas esculturas.
