{"id":1212,"date":"2016-06-21T08:28:49","date_gmt":"2016-06-21T11:28:49","guid":{"rendered":"https:\/\/fatosfotoseregistros.wordpress.com\/?p=1212"},"modified":"2016-06-21T08:28:49","modified_gmt":"2016-06-21T11:28:49","slug":"o-homem-que-calculava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/o-homem-que-calculava\/","title":{"rendered":"O Homem que Calculava"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Livro de autoria do escritor, matem\u00e1tico e professor J\u00falio C\u00e9sar de Mello e Souza (1895-1974), cujo pseud\u00f4nimo era Malba Tahan. Foi publicado pela primeira vez em 1946 e at\u00e9 hoje j\u00e1 alcan\u00e7ou mais de 80 edi\u00e7\u00f5es. Em 1972, a obra foi premiada pela Academia Brasileira de Letras em 1972, ocasi\u00e3o em que era lan\u00e7ada sua 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1234 aligncenter\" src=\"https:\/\/fatosfotoseregistros.files.wordpress.com\/2016\/06\/capa-do-livro-o-homem-que-calculava.jpg\" alt=\"Capa-do-Livro-O-Homem-Que-Calculava\" width=\"360\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/capa-do-livro-o-homem-que-calculava.jpg 360w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/capa-do-livro-o-homem-que-calculava-216x300.jpg 216w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">O livro foi traduzido para v\u00e1rios idiomas como o espanhol, o alem\u00e3o, o italiano, o franc\u00eas, o ingl\u00eas e inclusive o catal\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Homem que Calculava \u00e9 um romance infanto-juvenil que narra as aventuras e proezas matem\u00e1ticas do calculista persa Beremiz Samir na Bagd\u00e1 do s\u00e9culo XIII. No livro s\u00e3o retratadas as perip\u00e9cias matem\u00e1ticas do protagonista, que resolve e explica, de modo extraordin\u00e1rio, diversos problemas, quebra-cabe\u00e7as e curiosidades da matem\u00e1tica. Al\u00e9m que no decorrer da narrativa ainda s\u00e3o apresentadas algumas lendas e hist\u00f3rias pitorescas, como, por exemplo, a lenda da origem do jogo de xadrez e a hist\u00f3ria da fil\u00f3sofa e matem\u00e1tica Hip\u00e1tia de Alexandria.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os principais personagens do romance s\u00e3o o pr\u00f3prio Beremiz Samir &#8211; protagonista, Hank Tade-Mai\u00e1 &#8211; narrador da hist\u00f3ria e amigo de Beremiz, Telassim &#8211; filha de 17 anos do poeta Iezid Abul Hamid, Ibrahim Maluf el Barad &#8211; Gr\u00e3o-vizir protetor de Beremiz e Al-Motac\u00e9m &#8211; O califa Al-Musta\u2019sim Billah de Bagd\u00e1.<\/p>\n<p align=\"justify\">O romance relata as viagens do \u00e1rabe Beremiz Samir, o homem que efetuava c\u00e1lculos matem\u00e1ticos, pelo deserto entre Samarra e Bagd\u00e1. Em suas andan\u00e7as ele usa toda sua habilidade em lidar com n\u00fameros para resolver problemas cotidianos e caracter\u00edsticos da cultura \u00e1rabe.<\/p>\n<p align=\"justify\">Durante a viagem pelo deserto, o Calculista ia exercitando suas facilidades com n\u00fameros contando p\u00e1ssaros, galhos e folhas das \u00e1rvores e quando deparava com diferentes problemas ou conflitos matem\u00e1ticos vivenciados pelos viajantes que cruzavam e que aparentemente sem solu\u00e7\u00e3o, Beremiz, com sua grande capacidade de racioc\u00ednio l\u00f3gico os resolve de forma simples e transparente, explicando aos seus observadores como chegou a tais conclus\u00f5es, e, em algumas situa\u00e7\u00f5es, recebe alguma recompensa, por\u00e9m, em outras, se livra de situa\u00e7\u00f5es complicadas e potencialmente perigosas.<\/p>\n<p align=\"justify\">O livro inclui diversos ap\u00eandices como gloss\u00e1rio de \u00e1rabe, frases de fil\u00f3sofos e cientistas elogiando a matem\u00e1tica, informa\u00e7\u00f5es sobre calculistas famosos, um artigo sobre os \u00e1rabes na matem\u00e1tica, a dedicat\u00f3ria que tem importante significado hist\u00f3rico e cultural e a resolu\u00e7\u00e3o explicada de cada problema matem\u00e1tico.<\/p>\n<p align=\"justify\">O livro \u00e9 repleto de informa\u00e7\u00f5es, hist\u00f3rias e curiosidades sobre a matem\u00e1tica. Vale a pena ser lido e relido diversas vezes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Monteiro Lobato classificou este livro como: &#8220;&#8230;obra que ficar\u00e1 a salvo das vassouradas do tempo como a melhor express\u00e3o do bin\u00f4mio ci\u00eancia-imagina\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Ingrato \u00e9 aquele que esquece a p\u00e1tria e os amigos de inf\u00e2ncia, quando tem a felicidade de encontrar na vida, o o\u00e1sis da prosperidade e da fortuna.&#8221; &#8211; Uma das frases encontradas no livro.<\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\">J\u00falio C\u00e9sar de Mello e Souza come\u00e7ou a carreira como escritor com uma colabora\u00e7\u00e3o ao jornal &#8220;O Imparcial&#8221;. J\u00falio C\u00e9sar gostava de escrever e enviou alguns de seus contos ao diretor do jornal, Le\u00f4nidas Rezende, pedindo-lhe para que fossem publicados, por\u00e9m essa tentativa n\u00e3o deu certo ficando os textos jogados sobre a mesa da reda\u00e7\u00e3o por v\u00e1rios dias. Com isso, J\u00falio pegou os mesmos de volta. No dia seguinte, retornou com os mesmos textos com a assinatura de R. S. Slade, um fict\u00edcio escritor americano. Informou ao redator qe havia acabado de traduzir os mesmos e que estes faziam muito sucesso em Nova York. A estrat\u00e9gia deu certo, pois o texto eos seguintes, deste modo tiveram excelente destaque. Com esta li\u00e7\u00e3o, J\u00falio decidiu criar Malba Tahan.<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o bastando, passou a estudar a fundo todos os aspectos da cultura \u00e1rabe e da oriental, para enriquecer ainda mais seus escritos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o chegou a ponto que n\u00e3o mais foi poss\u00edvel separar o nome brasileiro J\u00falio C\u00e9sar de Mello e Souza do nome \u00e1rabe Malba Tahan. Assim em 1954, por um decreto especial ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, Get\u00falio Vargas autorizou a presen\u00e7a do pseud\u00f4nimo Malba Tahan na carteira de identidade de J\u00falio C\u00e9sar de Mello e Souza.<\/p>\n<p align=\"justify\">Malba Tahan significa &#8220;O Moleiro de Malba&#8221;, sendo Malba a denomina\u00e7\u00e3o de um povoado ao sul da Ar\u00e1bia, e &#8220;Tahan&#8221; significa moleiro, aquele que prepara o trigo. A palavra Tahan foi tirada do sobrenome de uma de suas alunas (Maria Zachsuk Tahan).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"840\" height=\"630\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XdSmQ_kBn6I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"840\" height=\"630\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/D7tvs_qF-3U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<div data-url=\"https:\/\/issuu.com\/bianca_francisco2003\/docs\/o_homem_que_calculava_-_malba_tahan\" style=\"width: 840px; height: 594px;\" class=\"issuuembed\"><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\" src=\"\/\/e.issuu.com\/embed.js\" async=\"true\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro de autoria do escritor, matem\u00e1tico e professor J\u00falio C\u00e9sar de Mello e Souza (1895-1974), cujo pseud\u00f4nimo era Malba Tahan. 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Em 1972, a obra foi premiada pela Academia Brasileira de Letras em 1972, ocasi\u00e3o em que era lan\u00e7ada sua 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[265],"tags":[254,303,345],"class_list":["post-1212","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos","tag-curiosidades","tag-livros","tag-romances"],"jetpack_featured_media_url":"","amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1212\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/fatosfotoseregistros\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}