{"id":681,"date":"2019-03-09T20:14:39","date_gmt":"2019-03-09T23:14:39","guid":{"rendered":"https:\/\/familia.kanenberg.com.br\/?p=681"},"modified":"2019-03-09T20:42:05","modified_gmt":"2019-03-09T23:42:05","slug":"blumenau-como-viveram-os-primeiros-colonos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/blumenau-como-viveram-os-primeiros-colonos\/","title":{"rendered":"Blumenau &#8211; Como viveram os primeiros colonos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Sacrif\u00edcios, ren\u00fancias e tristezas, caracterizaram a vida dos colonos blumenauenses na d\u00e9cada 1850-1860. Somente o firme prop\u00f3sito de criarem para os seus descendentes um novo lar mais farto em uma nova p\u00e1tria mais generosa, deu-lhes o \u00e2nimo e a perseveran\u00e7a indispens\u00e1veis para vencerem tantas dificuldades e afli\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De in\u00edcio, deve-se salientar entre os motivos de maior sofrimento para os colonos, o trauma efetivo inerente ao emigrante. Por mais imperiosos que sejam os motivos que levam o indiv\u00edduo a emigrar, n\u00e3o se opera impunemente para a personalidade, o abandono da terra natal, o desprendimento dos velhos conhecidos e amigos, a rutura de arraigados h\u00e1bitos e costumes.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/blumenau_colonos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"683\" data-permalink=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/blumenau-como-viveram-os-primeiros-colonos\/blumenau_colonos\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/blumenau_colonos.jpg\" data-orig-size=\"633,415\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Blumenau &amp;#8211; Colonos\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/blumenau_colonos-300x197.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/blumenau_colonos.jpg\" class=\"aligncenter wp-image-683\" src=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/blumenau_colonos.jpg\" alt=\"Blumenau - Colonos\" width=\"500\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/blumenau_colonos.jpg 633w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/blumenau_colonos-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/blumenau_colonos-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A consequ\u00eancia natural e imediata da emigra\u00e7\u00e3o, \u00e9 o trauma psicol\u00f3gico profundo e aflitivo que martiriza o emigrante nos primeiros tempos e se manifesta em sua vida na nova terra, conforme as condi\u00e7\u00f5es personal\u00edssimas de cada um, pela tristeza, pela saudade, pelas atitudes anti-sociais de rebeldia e, por vezes, pelas perturba\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas. No caso da emigra\u00e7\u00e3o para Blumenau, os padecimentos dos colonos, oriundos de seus esfor\u00e7os de adapta\u00e7\u00e3o ao novo habitat ainda mais se agravavam porque, acostumados a vida de aldeias ou cidades europ\u00e9ias, viam-se, de chofre, em plena mata virgem da regi\u00e3o sub-tropical de um pa\u00eds que lhes era quase desconhecido. N\u00e3o podiam ser mais completas, portanto, as modifica\u00e7\u00f5es no estilo de vida do emigrante alem\u00e3o que se destinava a Blumenau. E tais altera\u00e7\u00f5es estendiam-se dos h\u00e1bitos alimentares, do tipo de habita\u00e7\u00e3o, do m\u00e9todo de trabalho, at\u00e9 \u00e0s atividades recreativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ligeiro retrospecto sobre o modo de vida dos primeiros colonos blumenauenses mostrar\u00e1 que a \u00e1rdua tarefa de colonizar, exigiu daqueles humildes e an\u00f4nimos pioneiros de civiliza\u00e7\u00e3o nas selvas marginais do Itaja\u00ed-a\u00e7u, um elevado tributo de esfor\u00e7os, abnega\u00e7\u00e3o e tenacidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em primeiro lugar, o clima demasiado quente no ver\u00e3o acarretava para o colono rec\u00e9m-chegado, algumas perturba\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas, tais como dores de cabe\u00e7a, eczemas e sensa\u00e7\u00e3o de fadiga. Mas, esses inc\u00f4modos, como explicava o dr. Blumenau, passavam com brevidade, sobretudo se o colono adotava m\u00e9todos de alimenta\u00e7\u00e3o e de trabalhos adequados ao meio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rio, que era a via natural e \u00fanica comunica\u00e7\u00e3o entre os diversos pontos habitados, tornava-se, por vezes, um obst\u00e1culo ao bom desenvolvimento da Col\u00f4nia. As suas enchentes peri\u00f3dicas, n\u00e3o s\u00f3 destru\u00edam o produto de trabalho de alguns meses, como punham em perigo a pr\u00f3pria vida do colono.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A simples navega\u00e7\u00e3o do rio n\u00e3o era isenta de perigos para aqueles que n\u00e3o sabiam utilizar, com a necess\u00e1ria per\u00edcia, as canoas finas e compridas. Ali\u00e1s, logo no come\u00e7o do ano de 1852, o obitu\u00e1rio da col\u00f4nia se iniciava com a morte por afogamento no Itaja\u00ed, do carpinteiro Daniel Pfaffendorf. E por muitos anos, enquanto o Itaja\u00ed e seus afluentes foram os \u00fanicos meios de locomo\u00e7\u00e3o, a cr\u00f4nica de Blumenau registrou elevada percentagem de afogamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A selva, que ent\u00e3o cobria todo o vale, n\u00e3o era tamb\u00e9m um obst\u00e1culo f\u00e1cil de vencer. A derrubada da mata para o preparo das primeiras ro\u00e7as ou constru\u00e7\u00e3o de rancho primitivo, n\u00e3o raro causava acidentes, porque as copas das gigantescas \u00e1rvores ligadas \u00e0s vizinhas por fortes cip\u00f3s, arrastavam na sua queda galhos da grossura de \u00e1rvores e, por esse mesmo motivo, algumas vezes a dire\u00e7\u00e3o da queda ocorria de modo diverso do previsto pelo corte. Um acidente dessa natureza, felizmente sem maior gravidade, ocorreu com o s\u00e1bio <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Johann_Friedrich_Fritz_M%C3%BCller\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fritz M\u00fcller<\/a>, que assim o narrou em uma de suas cartas para sua irm\u00e3 R\u00f6schen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\">&#8220;Ainda preciso que uma vez quasi perdi a vida no mato. Hav\u00edamos cortado \u00e1rvores e est\u00e1vamos partindo os galhos espalhados no ch\u00e3o. Encontrava-me entre os galhos de uma laranjeira, quando ouvi chamar o meu nome e vi que o palmito que Augusto estava cortando, ca\u00eda em minha dire\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pude fugir t\u00e3o depressa e o tronco bateu na minha cabe\u00e7a. Ca\u00ed sangrando, no ch\u00e3o. Logo, por\u00e9m, recuperei os sentidos e com compressas que fiz durante toda a tarde, melhorei bastante. Mas, ainda hoje, muito sol faz mal \u00e0 minha cabe\u00e7a. Cortar \u00e1rvores aqui na mata, \u00e9 muito perigoso, pois, muitas vezes, a dire\u00e7\u00e3o da queda dos troncos cortados \u00e9 desviada por cip\u00f3s e outras plantas&#8221;.<\/p>\n<figure id=\"attachment_684\" aria-describedby=\"caption-attachment-684\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/fritz_muller.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"684\" data-permalink=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/blumenau-como-viveram-os-primeiros-colonos\/fritz_muller\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/fritz_muller.jpg\" data-orig-size=\"583,837\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Johann Friedrich Fritz M\u00fcller\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Johann Friedrich Fritz M\u00fcller&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/fritz_muller-209x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/fritz_muller.jpg\" class=\"wp-image-684\" src=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/fritz_muller.jpg\" alt=\"Johann Friedrich Fritz M\u00fcller\" width=\"500\" height=\"718\" srcset=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/fritz_muller.jpg 583w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/fritz_muller-209x300.jpg 209w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-684\" class=\"wp-caption-text\">Johann Friedrich Fritz M\u00fcller<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos perigos das derrubadas, a selva ocultava dois terr\u00edveis inimigos dos colonos: os \u00edndios e as feras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os \u00edndios foram, desde o princ\u00edpio do estabelecimento colonial, o terror constante dos colonos. Pouco numerosos, mas astutos e destros em seus ataques, os senhores da floresta , que quasi sempre atacavam de surpresa, fizeram muitas v\u00edtimas. Aqueles imigrantes que se localizavam nos pontos extremos da col\u00f4nia, viveram por muitos anos em cont\u00ednuo sobressalto pelo fundado receio de saques e mortic\u00ednios por parte dos selv\u00edcolas. A rela\u00e7\u00e3o completa de seus ataques \u00e0 zona colonial, estende-se, no tempo, desde 1852, data do primeiro assalto \u00e0 propriedade do dr. Blumenau, na Velha, at\u00e9 quase aos nossos dias, quando se fez a pacifica\u00e7\u00e3o do grupo remanescente de botocudos, que habitava, ent\u00e3o, a zona do rio Plate.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida dos colonos durante os primeiros anos, foi perturbada ainda pelos ataques de animais perigosos: on\u00e7as, cobras venenosas, etc. As cobras venenosas foram, sem d\u00favida, permanente e trai\u00e7oeira amea\u00e7a \u00e0 vida dos colonos, porque naquela \u00e9poca n\u00e3o dispunham eles de eficientes recursos terap\u00eauticos contra o envenenamento produzido por mordida de cobra. Ali\u00e1s, \u00e9 muito poss\u00edvel que um exame mais detido no obitu\u00e1rio colonial venha a confirmar a tradi\u00e7\u00e3o oral existente, de que foram numerosos e frequentes os casos de morte em consequ\u00eancia de picadas de cobra. T\u00e3o encontradi\u00e7os, de fato, foram em Blumenau, esses perigosos of\u00eddios, sobretudo os da esp\u00e9cie denominada &#8220;jararaca&#8221;, que um riacho situado no bairro da Velha conserva, ainda hoje o nome bastante expressivo de &#8220;Jarakenbach&#8221;, &#8211; evidente corruptela da palavra &#8220;jararaca&#8221;, seguida pelo designativo &#8220;bach&#8221; que, em l\u00edngua alem\u00e3, significa &#8220;ribeir\u00e3o&#8221;. \u00c9 verdade que em consequ\u00eancia do desbravamento da mataria circundante, esses perigos, pouco a pouco, desapareceram. Mas, inicialmente, os colonos tiveram de suportar horas intermin\u00e1veis de desespero, ang\u00fastia e inquieta\u00e7\u00e3o ante a amea\u00e7a das cobras e das feras. A prop\u00f3sito dos ataques de feras, Fritz M\u00fcller, que foi um aut\u00eantico colono blumenauense, escreveu naquela \u00e9poca o seguinte relato:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\">&#8220;Ultimamente, nossa vida teria decorrido muito calma, se n\u00e3o aparecesse algo que apavora toda a col\u00f4nia a visita repetida de on\u00e7as ao jaguares. Uma manh\u00e3, meu vizinho, que durante a noite um tigre, como aqui tamb\u00e9m denominam as on\u00e7as, devorara seu cachorro. N\u00e3o quis por\u00e9m, logo duas noites ap\u00f3s, apareceram mortos dois porcos de meu vizinho e, na manh\u00e3 seguinte, encontramos pelo caminho uns rastos de animal, que devia ser muito grande e devia estar acompanhado por outro menor, do tamanho de um gato bem grande. Preparamos, logo, as espingardas, as armadilhas e guardamos bem os animais. A noite, depois de se ter notado o desaparecimento de um cachorro, um grito repentino fez acordar meu irm\u00e3o August. Em companhia de S&#8230; , meu irm\u00e3o foi ao chiqueiro e viu que duas t\u00e1boas do tecto estavam separadas e no ch\u00e3o um porco morto. Pelas marcas de sangue, que a on\u00e7a j\u00e1 erguera a sua presa at\u00e9 ao tecto. Ambos, ent\u00e3o, pegaram o animal morto e o amarraram a um tronco de \u00e1rvore, pr\u00f3ximo \u00e0 casa. Mal se postaram, armados de espingardas, atr\u00e1s da janela da casa, quando reapareceu a on\u00e7a, que foi recebida com dois tiros. Por um pequeno instante a fera estacou. Depois fugiu aos saltos para a mata. Na manh\u00e3 seguinte, seguimos, por muito tempo, as marcas de sangue, mas, desde ent\u00e3o, a fera n\u00e3o mais apareceu&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os h\u00e1bitos alimentares dos colonos da margem do Itaja\u00ed-a\u00e7u, igualmente, diferiam daqueles a que estavam acostumados na velha Europa. O p\u00e3o de trigo ou de centeio, a batata inglesa e os legumes diversos, constituiam, na Europa, a base normal de alimenta\u00e7\u00e3o do campon\u00eas ou do citadino. Em Blumenau, por\u00e9m, o trigo e o centeio foram substitu\u00eddos pela farinha de milho ou de mandioca, a batata inglesa, pelo aipim ou pelo palmito, os legumes, s\u00f3 quando as ro\u00e7as n\u00e3o eram prejudicadas pelas enchentes ou pelas geadas, apareciam \u00e0 mesa dos colonos. Leite, ovos, queijo, lingui\u00e7a e carne fresca, foram luxos que s\u00f3 ap\u00f3s alguns anos de trabalhos incessantes e com o desenvolvimento da lavoura e da pecu\u00e1ria, passaram a integrar o card\u00e1pio habitual do colono. Sobre a alimenta\u00e7\u00e3o dos colonos, nessa \u00e9poca, uma publica\u00e7\u00e3o intitulada &#8220;Contos de um velho colono blumenauense&#8221;, publicada no almanaque &#8220;Volksbote&#8221; (Mensageiro do povo) para o ano de 1903, informa com bastante senso de humor e em linguagem pitoresca, o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\">&#8220;Quase n\u00e3o havia cereais, a n\u00e3o ser o feij\u00e3o, plantas bulbosas, das quais agora h\u00e1 tanta abund\u00e2ncia, foram importados aos poucos, com dificuldade e muitas despesas das col\u00f4nias mais antigas, de outras prov\u00edncias e at\u00e9 da Europa. Verificou-se o mesmo fato, com as mudas e sementes de legumes e flores. A\u00e7\u00facar, farinha de trigo e arroz, eram contados entre os artigos de luxo. Se n\u00e3o havia farinha de mandioca, palmito com feij\u00e3o. Quando escasseava o fub\u00e1 de milho, o p\u00e3o de farinha de mandioca. \u00c9 verdade que muitos faziam caretas ao e, de fato, custava a ser tragado. O p\u00e3o de mandioca se era muito assado ficava duro e seco; se por\u00e9m, n\u00e3o se deixava bastante, o recheio ficava h\u00famido e cr\u00fa. Com o tempo, todos se acostumavam, mas sentiam falta do p\u00e3o de centeio&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, os pioneiros da coloniza\u00e7\u00e3o de Blumenau se sujeitaram a muitos outros desconfortos. O tipo primitivo da casa do colono deixava muito a desejar. As palmeiras forneciam quase toda a mat\u00e9ria prima necess\u00e1ria \u00e0 confec\u00e7\u00e3o de casa primitiva; os troncos partidos e ligados por cip\u00f3s formavam as paredes; as folhas entrela\u00e7adas e amarradas \u00e0s ripas, serviam de tecto. Uma arma\u00e7\u00e3o de paus e cip\u00f3s encostada a uma das paredes, substituia o leito. Troncos de \u00e1rvores e caixodes, supriam a falta de cadeiras e mesas. A ilumina\u00e7\u00e3o da casa, durante a noite, era, \u00e0s vezes, um problema de dif\u00edcil solu\u00e7\u00e3o para o colono. O azeite de baleia, de odor insuport\u00e1vel, ou a vela de sebo, eram os meios comuns de ilumina\u00e7\u00e3o. Mas, quando no \u00fanico armaz\u00e9m da Col\u00f4nia se esgotava o est\u00f3que de azeite de baleia e velas de sebo, os colonos passavam mal.\u00a0Uns conseguiam um velho tronco de arib\u00e1, cujas lascas forneciam \u00f3tima ilumina\u00e7\u00e3o. Outros, se estavam em pleno ver\u00e3o, improvisavam uma l\u00e2mpada verdadeiramente original; apanhavam muitos vagalumes e os prendiam sob um copo virado. Mas; a maioria, por certo, ficava na escurid\u00e3o, o que podia n\u00e3o ser agrad\u00e1vel, mas era, sem d\u00favida, muito pr\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira d\u00e9cada da hist\u00f3ria de Blumenau, os colonos n\u00e3o tiveram ao menos, o conforto espiritual da pr\u00e1tica constante de seus cultos religiosos. Nos primeiros dois anos, o dr. Blumenau, de quando em quando, fazia prele\u00e7\u00f5es aos colonos, sobre temas de moral crist\u00e3. J\u00e1 em 1853 o professor que aqui chegara, Fernando Ostermann, fazia pr\u00e9dicas religiosas, mas somente nos dias de festa do calend\u00e1rio crist\u00e3o. Como n\u00e3o havia igreja, os of\u00edcios eram celebrados num pequeno compartimento da \u00fanica hospedaria ent\u00e3o existente, onde o dr. Blumenau instalara o seu escrit\u00f3rio. S\u00f3 a partir de 1857, com a chegada do pastor <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rudolf_Oswaldo_Hesse\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Oswald Hesse<\/a>, puderam os colonos protestantes contar com a assist\u00eancia religiosa mais cont\u00ednua. Ainda pior era a situa\u00e7\u00e3o dos poucos cat\u00f3licos romanos moradores na Col\u00f4nia. Estes tinham de percorrer cerca de duas<br \/>\nl\u00e9guas de maus caminhos, at\u00e9 a igreja de S\u00e3o Pedro Ap\u00f3stolo, em Gaspar, para assistirem \u00e0 sagrada missa. Somente em 1876, com a designa\u00e7\u00e3o do padre Jos\u00e9 Maria Jacobs para vig\u00e1rio residente, os cat\u00f3licos de Blumenau passaram a ter completa e constante assist\u00eancia religiosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eram, tamb\u00e9m, escassas as recrea\u00e7\u00f5es de que os primeiros colonos podiam usufruir. A popula\u00e7\u00e3o pequena, isolada na selva e a necessidade de conjugarem seus esfor\u00e7os para vencerem as dificuldades comuns, originavam uma esp\u00e9cie de sociabilidade mais \u00edntima e ininterrupta entre os colonos. Aos domingos, conta o velho Colono Blumenauense, as fam\u00edlias se reuniam nessa ou naquela casa, para comentar os acontecimentos da semana, as alegrias e m\u00e1goa da vida do colono na selva. As vezes, algu\u00e9m trazia um livro para ser lido em voz alta e cujo assunto era analisado em todos os pormenores. Pode-se, pois, afirmar que foram as palestras entre vizinhos e companheiros, as \u00fanicas formas de recrea\u00e7\u00e3o dos colonos blumenauenses nos primeiros anos da vida colonial. As formas mais genuinas de cultura germ\u00e2nica, as associa\u00e7\u00f5es de tiro ao alvo, gin\u00e1stica, canto orfe\u00f4nico, representa\u00e7\u00e3o teatral e jogo de boliche, s\u00f3 mais tarde, com o come\u00e7o da urbaniza\u00e7\u00e3o da Col\u00f4nia, come\u00e7aram a surgir em Blumenau.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Data de 2 de Dezembro de 1859, a organiza\u00e7\u00e3o da primeira sociedade de atiradores em Blumenau, que reviveu esse medieval festejo popular germ\u00e2nico, com a institui\u00e7\u00e3o do &#8220;rei do p\u00e1ssaro&#8221;. Transposto para a mata virgem, esse folguedo conservou todos os seus tra\u00e7os origin\u00e1rios. Come\u00e7ava a festa pelo toque de alvorada, dado por tiros de morteiros. Formava-se o desfile dos atiradores, em coluna por dois, que marchava pelas ruas ornamentadas com flores e folhas. Em primeiro lugar, os atiradores iam buscar os &#8220;reis&#8221; das festas anteriores e, em seguida, rumavam para a sede do clube, onde davam in\u00edcio \u00e0s competi\u00e7\u00f5es de tiro ao alvo e ao &#8220;p\u00e1ssaro&#8221;.\u00a0Um baile, em que mo\u00e7os e velhos voltejavam ao compasso de Rheinl\u00e2nder, Schottisch, L\u00e4ndler e quadrilha su\u00e9ca, encerrava a festa. Explica-se, ali\u00e1s, com facilidade, que tenha sido a sociedade de atiradores a primeira forma de recrea\u00e7\u00e3o revivida na Col\u00f4nia, porque era de todos os tra\u00e7os da cultura recreativa germ\u00e2nica, aquela que as condi\u00e7\u00f5es do meio colonial mais favoreciam. As demais formas associativas, como as sociedades de cantores, de gin\u00e1stica e de representa\u00e7\u00e3o teatral, s\u00f3 se organizaram muito posteriormente. Uma sociedade cultural, o &#8220;Kulturverein &#8220;, que tinha por objetivo o desenvolvimento da lavoura e da pecu\u00e1ria colonial pelo interc\u00e2mbio de conhecimento e experi\u00eancia adquiridas pelos colonos, tamb\u00e9m somente em 1863 p\u00f4de ser fundada pelo dr. Blumenau.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 os noivados e casamentos dos colonos faziam-se, ent\u00e3o, por uma maneira deveras sui-generis. Pelas listas de novos imigrantes, que a dire\u00e7\u00e3o da Col\u00f4nia recebia antes da chegada do navio em que eles viajavam, os homens solteiros ficavam sabendo quantas mo\u00e7as solteiras ou vi\u00favas estavam prestes a chegar. Separavam-se, ent\u00e3o, entre os colonos solteiros ou vi\u00favos, um n\u00famero igual de pretendentes ao matrim\u00f4nio. Procedia-se, em seguida, para cada nome de mo\u00e7a, o sorteio de um dos pretendentes. \u00c9 claro que esse processo de escolha por sorte, n\u00e3o chegava jamais ao conhecimento das futuras companheiras dos colonos. Quando o navio ancorava em Itaja\u00ed, S\u00e3o Francisco ou Desterro, os pretendentes iam a bordo, a pretexto de comprar mantimentos. Nesta ocasi\u00e3o, em geral com o aux\u00edlio do comandante do navio, era f\u00e1cil a cada colono identificar entre as rec\u00e9m-vindas, aquela que lhe fora sorteada. Come\u00e7avam, ent\u00e3o, os id\u00edlios e todos sem exce\u00e7\u00e3o, num gesto de galanteria interessada, procuravam demonstrar \u00e0s companheiras que eram v\u00edtimas de uma verdadeira paix\u00e3o \u00e0 primeira vista. \u00c0s vezes. informa ainda o Velho Colono Blumenauense, acontecia que a um homem mais velho a sorte destinava uma mocinha, ou ao contr\u00e1rio, uma mulher mais idosa era sorteada para um adolescente, mas ningu\u00e9m se rebelava. Efetuado o sorteio, n\u00e3o havia possibilidade de trocas. Caso, por\u00e9m os pares n\u00e3o chegassem a um bom entendimento, o que s\u00f3 excepcionalmente ocorria, ent\u00e3o ficavam ambos livres de adiarem seus projetos matrimoniais. Diante dos h\u00e1bitos modernos, esse sistema atinge as raias do rid\u00edculo e do absurdo. N\u00e3o se pode negar, por\u00e9m, que ele foi um fator poderoso de harmonia entre os colonos, harmonia de que muito eles careciam para vencerem as dificuldades comuns da vida na selva.<\/p>\n<h2>Fonte<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto acima, faz parte do livro &#8220;<strong>Pequena hist\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o de Blumenau 1850 &#8211; 1883<\/strong>&#8220;, de Paulo Malta Ferraz e publicado pela Casa Dr. Blumenau. O mesmo foi republicado na revista <strong>Blumenau em Cadernos<\/strong> de abril de 1976 que pode ser acessada no website da <a href=\"http:\/\/hemeroteca.ciasc.sc.gov.br\/blumenau%20em%20cadernos\/1976\/BLU1976004.pdf\">Hemeroteca Catarinense<\/a>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_682\" aria-describedby=\"caption-attachment-682\" style=\"width: 330px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/livro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"682\" data-permalink=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/blumenau-como-viveram-os-primeiros-colonos\/livro\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/livro.jpg\" data-orig-size=\"330,462\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"livro\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/livro-214x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/livro.jpg\" class=\"wp-image-682 size-full\" src=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/livro.jpg\" alt=\"Pequena hist\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o de Blumenau 1850 - 1883\" width=\"330\" height=\"462\" srcset=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/livro.jpg 330w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/livro-214x300.jpg 214w\" sizes=\"auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-682\" class=\"wp-caption-text\">Pequena hist\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o de Blumenau 1850 &#8211; 1883<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esse pequeno fragmento do livro, \u00e9 poss\u00edvel ter uma ideia de como foi dif\u00edcil a vida de nossos antepassados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As imagens apresentadas s\u00e3o apenas ilustra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sacrif\u00edcios, ren\u00fancias e tristezas, caracterizaram a vida dos colonos blumenauenses na d\u00e9cada 1850-1860. Somente o firme prop\u00f3sito de criarem para[&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[48],"tags":[18,82,80,81],"class_list":["post-681","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blumenau","tag-blumenau","tag-colonizacao","tag-fritz-muller","tag-pioneiros"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paCYDp-aZ","jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":217,"url":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/a-dura-vida-de-nossos-antepassados\/","url_meta":{"origin":681,"position":0},"title":"A dura vida de nossos antepassados","author":"admin","date":"3 de fevereiro de 2019","format":false,"excerpt":"Rio Testo, hoje um distrito da cidade Blumenau, foi fundado pelo dr. 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