{"id":118,"date":"2019-01-17T14:35:20","date_gmt":"2019-01-17T16:35:20","guid":{"rendered":"https:\/\/familia.kanenberg.com.br\/?p=118"},"modified":"2019-01-26T08:51:16","modified_gmt":"2019-01-26T10:51:16","slug":"carta-burger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/carta-burger\/","title":{"rendered":"Carta de Carl August Alexander B\u00fcrger"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A carta<\/h2>\n\n\n\n<p>C\u00f3pia de carta enviada pelo emigrante Carl August Alexander B\u00fcrger a um amigo, e publicada no Goerlitzer Tageblatt.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Col\u00f4nia Blumenau, 19 de janeiro de 1857<br> Caro Amigo!<br> Em primeiro lugar, votos de um feliz ano novo para todos voc\u00eas, e que esta carta os encontre gozando de sa\u00fade, como acontece com todos n\u00f3s. Chegamos aqui felizmente bem, apesar de uma longa viagem, mas, infelizmente, tivemos que registrar a perda de um de nossos filhos &#8211; o pequeno Heinrich &#8211; com idade de quase 4 meses, que Deus chamou a si no dia 23 de agosto do ano passado quando est\u00e1vamos ancorados em frente \u00e0 Ilha de Madeira.<br> No dia 18 de julho embarcamos no porto de Hamburgo no navio FORTUNA do capit\u00e3o Burgdorf. A tripula\u00e7\u00e3o era composta, al\u00e9m do capit\u00e3o e timoneiro, de 4 marujos e um cozinheiro. Ao todo \u00e9ramos 53 passageiros, entre eles eu, minha esposa e 5 filhos. A maioria dos passageiros era da Pomer\u00e2nia e de Mecklenburg.<br> At\u00e9 o dia 20 de julho ficamos ancorados diante de Altona devido ao mau tempo, at\u00e9 que a barca\u00e7a PILOT nos rebocasse aprox. 3 milhas Rio Elba abaixo, onde, novamente, ficamos por um dia, e no dia 22 chegamos a Stade. No dia seguinte, \u00e0s 10 horas passamos Cuxhaven, e logo nos vimos separados de toda terra em mar aberto. \u00c0s 3 horas vimos, ao longe, a Ilha Helgoland, onde, nas proximidades, fomos surpreendidos por uma tempestade e forte chuva, o que nos fez desviar bastante da rota. Somente \u00e0s 8 horas da noite conseguimos passa ao largo da ilha. A vista da mesma era muito bonita, o mar estava calmo outra vez, s\u00f3 alguns rel\u00e2mpagos e o farol clareavam o firmamento, destacando as casas numa beleza indescrit\u00edvel. Aqui come\u00e7aram a se manifestar os primeiros sintomas de enjoo nos passageiros, mas do qual eu e minha fam\u00edlia fomos poupados. Durante o decorrer da viagem os outros passageiros tamb\u00e9m n\u00e3o sofreram muito.<br> Nossa alimenta\u00e7\u00e3o era farta e boa. Pela manh\u00e3 receb\u00edamos regularmente caf\u00e9, \u00e0 noite ch\u00e1 e para almo\u00e7o t\u00ednhamos carne de boi 4 dias da semana e nos outros carne de porco om verduras, batatas, ervilhas, feij\u00e3o, lentilhas, cevadinha, arroz e chucrute. S\u00f3 variava aos s\u00e1bados, quando cada passageiro recebia 2 arenques e mingau de arroz, o que logo se tornou o prato preferido de todos.<br> S\u00e1bados tamb\u00e9m era feita a distribui\u00e7\u00e3o de alimentos para a semana seguinte, entre outros, receb\u00edamos 5 p\u00e3es, 14 &#8220;Loth&#8221; (+\/- 30 g) de manteiga, 8 &#8220;Loth&#8221; de a\u00e7\u00facar, vinagre, sal, etc.<br> Nosso capit\u00e3o era grande amigo das crian\u00e7as, divertia-as \u00e0 noite com muitas brincadeiras, e \u00e0s vezes faz\u00edamos m\u00fasica, pois alguns dos passageiros tinham talento musical. \u00c0s vezes, com as freq\u00fcentes calmarias prolongadas, tamb\u00e9m pesc\u00e1vamos e peg\u00e1vamos os chamados &#8220;peixes voadores&#8221;, que t\u00eam espinhos nas nadadeiras, que eles usam como arma para defender-se.<br> Na manh\u00e3 bem cedo do dia 2 de agosto chegamos ao canal, de onde avistamos a costa da Inglaterra com seus rochedos de calc\u00e1rio e seus far\u00f3is. Chegamos a ver um grande n\u00famero de navios. S\u00f3 no dia 4 de agosto perdemos a Inglaterra completamente de vista.<br> Um tubar\u00e3o, um verdadeiro monstro com cerca de 90 p\u00e9s &#8211; do tamanho do navio &#8211; chamou nossa aten\u00e7\u00e3o quando se mostrou bem pr\u00f3ximo ao navio.<br> Com ventos nem sempre favor\u00e1veis, chegamos dia 23 de agosto \u00e0 tarde pr\u00f3ximo \u00e0 Ilha de Madeira, no Oceano Atl\u00e2ntico. Neste dia faleceu, como j\u00e1 mencionei antes, nosso filho mais novo, que no dia seguinte sepultamos no mar.<br> Do dia 25 de agosto at\u00e9 3 de setembro tivemos tempo agrad\u00e1vel e um vento muito favor\u00e1vel. Neste dia encontramos in\u00fameros peixes voadores, cujo n\u00famero em certos dias passava de mil, e alguns voavam at\u00e9 o conv\u00e9s.<br> Como agora nos aproxim\u00e1vamos da linha (Equador), foram colocados &#8220;sacos de vento&#8221; (Windbeutel) na 3\u00aa classe para ventilar com os ventos que soprava do mar. Nesta altura encontramos muitos navios. Aproveit\u00e1vamos para recolher a \u00e1gua das chuvas, que ca\u00edam com freq\u00fc\u00eancia. No dia 19 tivemos um tempo bonito e claro, mas fez tanto frio que os passageiros tiveram que agasalhar-se com suas roupas de inverno. \u00c0 noite desse mesmo dia cruzamos o Equador. Este ato solene foi comemorado no dia 20 pela tripula\u00e7\u00e3o com um batizado, como \u00e9 de costume. O timoneiro representou Netuno, e o marujo mais velho o seu barbeiro. Como o restante dos marinheiros e a maioria do passageiros ainda n\u00e3o tinham cruzado a linha, foram batizados com \u00e1gua salgada. Ap\u00f3s a cerim\u00f4nia, o comandante ofereceu algumas garrafas e vinho e a noite nos trouxe alegria, com m\u00fasica e cantos.<br> Alguns dias depois encontramos um navio sueco e outro americano, sendo que o \u00faltimo era um veleiro excelente, pois logo nos deixou longe. No dia 30 vimos duas baleias a pouca dist\u00e2ncia de n\u00f3s. Durante a viagem vimos pequenos peixes e botos, sendo que os \u00faltimos em grande quantidade. Tamb\u00e9m vimos outro tubar\u00e3o, mas n\u00e3o t\u00e3o grande quanto o primeiro, que nos acompanhou por algum tempo.<br> Ap\u00f3s alguns dias de calmaria, em 4 de setembro soprou uma forte brisa, de modo que velejamos a 8-9 milhas por &#8220;Wache&#8221; (=velada, sentinela).Uma &#8220;Wache&#8221; corresponde a 4 horas, isto \u00e9, o tempo depois do qual os marujos em servi\u00e7o s\u00e3o substitu\u00eddos. \u00c9 a medida de tempo pela qual se calcula tudo a bordo. O vento favor\u00e1vel desta vez durou bastante e foi interrompido somente por uma trovoada e tempestade de pouca dura\u00e7\u00e3o.<br> No dia 13, \u00e0s 9 da manh\u00e3, avistei uma d\u00e9bil faixa azul no horizonte, e, um pouco mais tarde, um segundo ponto no horizonte, o qual, com a ajuda do meu pequeno \u00f3culo de alcance, identifiquei nitidamente como montanhas. Est\u00e1vamos todos ocupados em levar \u00e1gua pot\u00e1vel ao conv\u00e9s, quando meu grito alegre &#8220;terra, terra&#8221; ecoou, e, naturalmente, todos largaram os afazeres e olharam para a dire\u00e7\u00e3o que eu estava apontando. O capit\u00e3o e o timoneiro escalaram os mastros com seus telesc\u00f3pios, mas conclu\u00edram n\u00e3o se trata de terra, e mandaram que continu\u00e1ssemos com o nosso trabalho. Entretanto, no decorrer da viagem, estes pequenos pontos se tornavam cada vez mais n\u00edtidos, e n\u00e3o restava d\u00favida que eu tivera raz\u00e3o, e as montanhas brasileiras se erguiam na nossa frente. Prevendo que logo ter\u00edamos \u00e1gua pot\u00e1vel de melhor qualidade, naturalmente paramos de carregar \u00e1gua para o tombadilho, e \u00e0 tarde, por volta das 4 horas, tivemos realmente a alegria de passar por estas montanhas. Ainda menciono que vimos v\u00e1rios albatrozes, grandes p\u00e1ssaros marinhos e uma enorme tartaruga de aprox. 5 a 6 p\u00e9s de comprimento, que passou rente ao nosso barco.<br> Adentramos uma milha na Ba\u00eda de Santa Catarina, e a\u00ed lan\u00e7amos \u00e2ncora. Era uma noite maravilhosa, e a lua cheia iluminava os morros que se elevavam em ambos os lados, bem como as bonitas casinhas na praia. Na \u00e1gua brilhavam milhares de moluscos. Ao amanhecer esper\u00e1vamos ansiosamente a chegada do piloto que conduziria nossa embarca\u00e7\u00e3o ao porto. Mas n\u00e3o apareceu ningu\u00e9m. Finalmente, o timoneiro pegou um bote e foi com tr\u00eas marinheiros \u00e0 terra firme para contratar um. Ancoraram perto do primeiro forte, e l\u00e1 ficaram sabendo que os pilotos, achando que o comandante n\u00e3o precisava de ajuda, pois n\u00e3o tinha i\u00e7ado a bandeira sinalizando que solicitava um, tinham ido pescar. Assim, em vez do piloto, nossos marujos trouxeram flores de uma beleza sem igual e enormes cactus, cujas infloresc\u00eancias eram maiores que a altura de um homem. \u00c0 tarde, enfim, resolvemos entrar no porto de Santa Catarina sem piloto, por\u00e9m, no meio do caminho ainda fomos surpreendidos por uma forte trovoada e uma chuva que deixou tudo encharcado.<br> Logo depois que amarramos no porto, uma canoa trouxe as autoridades da inspe\u00e7\u00e3o. Os passageiros, sem distin\u00e7\u00e3o, tinham que fazer fila no conv\u00e9s, foram examinados e contados. Em seguida o capit\u00e3o Burgdorf foi com eles \u00e0 cidade, e logo depois veio o tarifeiro que ali ficou enquanto o navio se encontrava no porto. Nosso capit\u00e3o voltou \u00e0 tardinha, e os marinheiros chegaram carregados de boa carne de boi, cabe\u00e7as enormes de repolho, mel\u00f5es, cebolas, bananas, laranjas etc. que saboreamos com grande prazer.<br> \u00c0 noite caiu uma violenta tempestade, e s\u00f3 pod\u00edamos agradecer a Deus por nos encontrarmos no porto. O capit\u00e3o n\u00e3o conseguiu subir a bordo \u00e0 noite, e nos vimos obrigados a lan\u00e7ar a segunda \u00e2ncora para segurar o nosso navio. Quando, no dia 16, os marujos foram \u00e0 cidade fazer compras de alimentos frescos, n\u00e3o puderam regressar a bordo do FORTUNA devido \u00e0 tempestade, e tiveram que regressar. Ao anoitecer, quando a tempestade parecia ter amainado, tentaram aproximar-se novamente do navio junto com o capit\u00e3o, mas a tempestade se tornou mais violenta, levando o bote com a tripula\u00e7\u00e3o para longe do FORTUNA. O capit\u00e3o deu ordens para que desamarrassem o bote grande do navio para ir em socorro deles. Depois disso feito com a maior rapidez poss\u00edvel, amarrou-se um cabo grande a ele e o bote foi solto para ir ao encontro deles. Felizmente a tripula\u00e7\u00e3o ainda alcan\u00e7ou o bote a tempo, pois o risco do bote, onde se encontrava o capit\u00e3o e a tripula\u00e7\u00e3o, afundar aumentava a cada momento.<br> No dia seguinte o encarregado da alf\u00e2ndega veio a bordo e, depois de termos todos nossos pertences revistados, pudemos desembarcar. Em terra fiquei sabendo que o serralheiro Pinger, de G\u00f6rlitz, havia se estabelecido em Santa Catarina. Ernst Meyer e eu o procuramos em sua nova moradia, e durante nossa breve estadia o ajudamos na instala\u00e7\u00e3o de uma oficina sua. Nosso patr\u00edcio encontra muito trabalho e \u00e9 bem pago. Pinger e a esposa dele nos mostraram a cidade, e ficamos admirados com os belos jardins enfeitados com rosas e outras flores, e tamb\u00e9m com cactus.<br> Pinger preparou-nos uma grande surpresa ao nos levar a um jardim, onde encontramos um terceiro G\u00f6rlitzer &#8211; o cervejeiro Tobias &#8211; que, em companhia de um cervejeiro de Landshut, na Sil\u00e9sia, instalaram aqui uma cervejaria, muito procurada.<br> Ao desembarcar, as mulheres e filhos dos passageiros ficaram entretidos em admirar a diversidade de ra\u00e7as aqui representadas &#8211; do mais alvo branco, ao mais belo negro cor de \u00e9bano, e todos bem vestidos.<br> Depois de uma perman\u00eancia de 3 dias em Santa Catarina, um navio de guerra nos levou at\u00e9 a Barra do Itaja\u00ed, um percurso que demorou 18 horas. Geralmente sobe-se logo todo o Itaja\u00ed at\u00e9 Blumenau, mas o nosso navio n\u00e3o havia carregado carv\u00e3o suficiente, de modo que pegamos um barco costeiro que nos levou em 4 dias (27 de setembro \u00e0 noite) para Blumenau &#8211; o fim de nossa viagem e nova p\u00e1tria.<br> A embarca\u00e7\u00e3o era muito pequena, e n\u00e3o foi poss\u00edvel cozinhar, por isto fez-se necess\u00e1rio que todo meio-dia e \u00e0 noite f\u00f4ssemos \u00e0 terra firme para preparar nossa comida e procurar um abrigo para passar a noite com um dos moradores. Fomos recebidos pelos brasileiros com muita hospitalidade, e s\u00f3 lamentamos n\u00e3o entender sua l\u00edngua para agradecer-lhes. Os negros, que na maioria das vezes s\u00f3 s\u00e3o escravos ainda no papel, traziam bananas e flores enviados pelos seus donos. Eles gostavam principalmente das crian\u00e7as, e procuravam saber seus nomes, sendo que o da minha filha Marie, lhes era o mais compreens\u00edvel, provavelmente, por causa da Virgem Maria, que, como cat\u00f3licos, conheciam bem.<br> Em Santa Catarina vi negros muito elegantes, com rel\u00f3gios de ouro, com negras com os mais belos vestidos de seda. A maioria goza de plena liberdade pessoal, precisando comparecer perante seus donos somente todas as noites para entregar uma certa import\u00e2ncia em dinheiro a eles, uma porcentagem do que haviam ganho dos brasileiros, que s\u00e3o pouco dados ao trabalho.<br> N\u00e3o tivemos que pagar mais nada pela alimenta\u00e7\u00e3o nos barcos de Santa Catarina at\u00e9 aqui. Meyer ficou por l\u00e1 mesmo. Nossa bagagem toda chegou bem aqui junto conosco, e ficaram no in\u00edcio em Blumenau, no centro da cidade, enquanto eu me dirigi em 29 de setembro para a col\u00f4nia, a fim de informar-me sobre as condi\u00e7\u00f5es ali. Reconheci logo a vantagem de me estabelecer ali, e comprei terras. A terra ali era melhor que aquela em volta da cidade, a localiza\u00e7\u00e3o mais bonita, melhor protegida de enchentes, e tamb\u00e9m bem mais barata. Um grupo de 4 compramos juntos 118 &#8220;Morgen&#8221; (+\/- 300.000 m2), dos quais um certo Busch, de Dassau perto de Stettin, ficou com 100 (+\/- 255.000 m2), Krause, tamb\u00e9m de l\u00e1, ficou com 6 (aprox. 15.000 m2), e Lindner e eu tamb\u00e9m com 6 &#8220;Morgen&#8221; cada. Pagamos 3 mil r\u00e9is pelo &#8220;Morgen&#8221;, &#8211; o mil r\u00e9is 23Sgr &#8211; o que corresponde a 2 1\/2 &#8220;Thaler&#8221; da Pr\u00fassia.<br> Dos seis &#8220;Morgen&#8221; adquiridos, derrubei tr\u00eas de mata, o que foi um trabalho exaustivo para mim, mas espero que compense. Na p\u00e1tria eu provavelmente nunca teria possu\u00eddo 6 &#8220;Morgen&#8221; de terra. Tributos s\u00f3 preciso pagar uma vez, e nunca mais, e estes n\u00e3o passam de aprox. 2 1\/2 &#8220;Thaler&#8221;, mais ou menos o pre\u00e7o de um papel de carta, no qual estou escrevendo. Por falar nisso, o papel aqui \u00e9 muito caro, e \u00e0s vezes dif\u00edcil de conseguir por este dinheiro.<br> A madeira cortada, deixo secar, depois acendo uma fogueira, e o que n\u00e3o queima, apodrece. Logo ap\u00f3s \u00e0 queimada, o terreno \u00e9 limpo, escolhe-se o lugar onde ficar\u00e1 a casa, e inicia-se com o plantio para podermos tirar nosso sustento. Para a constru\u00e7\u00e3o da casa, entretanto, necessito de ajuda, pois n\u00e3o consigo constru\u00ed-la sozinho. Como j\u00e1 auxiliei um vizinho de Nordhausen na constru\u00e7\u00e3o da dele, ele me ajudar\u00e1 e poderei pernoitar na casa dele, em vez de ter que ir todas as noites para uma dessas casas de abrigo, que ficam a uma hora de dist\u00e2ncia da cidade. Por enquanto existem duas destas casas de abrigo. S\u00e3o constru\u00e7\u00f5es compridas de um s\u00f3 pavimento, que dever\u00e3o ser aumentadas em breve. As casas aqui se assemelham \u00e0s casas de veraneio alem\u00e3s, e s\u00e3o constru\u00eddas de palmeiras, mas eu pretendo construir uma mais s\u00f3lida. O restante dos meus 3 &#8220;Morgen&#8221; deixarei intocados, at\u00e9 que a primeira parte apresente renda.<br> Na col\u00f4nia se encontram muitas pessoas simp\u00e1ticas e prestativas, o que na verdade \u00e9 necess\u00e1rio pois muitas vezes um depende do outro. Foi assim que ajudei meu vizinho Busch a derrubar a mata, e le me ajudar\u00e1 quando eu precisar. A meu ver, aqui h\u00e1 muito o que fazer, e eu tamb\u00e9m j\u00e1 ganhei meu primeiro dinheiro.Quando vou trabalhar, ganho sempre com 4 patacas (que correspondem a 1 Thaler e 2 Silbergroschen) e comida (tr\u00eas vezes ao dia). S\u00f3 lamento que n\u00e3o trouxe mais ferramentas, pois s\u00e3o dif\u00edceis de conseguir aqui e muito caras.<br> Os brasileiros fazem um luxo incr\u00edvel. A roupa custa 1 Conto ou mil r\u00e9is, os enfeites das selas s\u00e3o de prata, bem como os dos chicotes que custam 80 Thaler. Esporas com rodas do tamanho de moedas de 2 Thaler. Tudo isto \u00e9 muito comum.Os freios dos cavalos raramente s\u00e3o de couro, mas s\u00e3o feitos de correntes de prata, e as pe\u00e7as necessariamente de couro, como as r\u00e9deas, s\u00e3o recobertas de prata de modo que n\u00e3o se v\u00ea o couro.<br> No que diz a Blumenau, esta foi fundada h\u00e1 anos pelo Dr. Blumenau e consiste do centro (Stadtplatz) da cidade, e da col\u00f4nia que j\u00e1 alcan\u00e7a uma \u00e1rea de 1 hora de dist\u00e2ncia, e onde os propriet\u00e1rios moram lado a lado. Blumenau est\u00e1 localizada num belo vale \u00e0s margens do rio Garcia, e os primeiros colonos chegaram h\u00e1 cerca de quatro anos, tendo recebido adiantamento (*Nota: se ele menciona isto, significa que ele deve ter pago as suas despesas de viagem e da sua fam\u00edlia, portanto deveria ter tido mais posses na Alemanha, e pela carta, mais instru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m). Agora j\u00e1 possuem engenhos de mandioca e a\u00e7\u00facar que valem 3&#8212;400 mil r\u00e9is cada. A col\u00f4nia \u00e9 pobre em dinheiro j\u00e1 que a produ\u00e7\u00e3o de alimentos ainda n\u00e3o cobre o consumo, pois chegam muitos colonos novos que precisam primeiro cultivar sua terra, antes de poderem plantar. Feij\u00e3o e carne ainda s\u00e3o insuficientes, mas esta situa\u00e7\u00e3o vai melhorar, j\u00e1 que a farinha e o a\u00e7\u00facar est\u00e3o sendo enviados a outros lugares para serem vendidos.<br> N\u00e3o faltam frutas como laranjas, melancias, p\u00eassegos, abacaxis e mam\u00e3o, e prepara-se muitas coisas com as mesmas. A mim e a meus filhos agrada muito estar aqui e n\u00e3o temos saudades de G\u00f6rlitz. Mas minha esposa ainda n\u00e3o se acostumou &#8211; tudo \u00e9 t\u00e3o diferente da Alemanha! Mas a simpatia dela pela nova p\u00e1tria vai aumentar, logo que tiver sua pr\u00f3pria casa e puder lidar nela e aproveitar as pr\u00f3prias frutas colhidas. Aconteceu os mesmo com as mulheres dos outros colonos.<br> O primeiro ano da minha estada aqui dever\u00e1 ser bastante duro, mas espero conseguir ter meu pr\u00f3prio cavalo e minha vaca no devido tempo, que facilitam muito a vida de um colono. N\u00e3o se perde muito tempo com a alimenta\u00e7\u00e3o do gado. Basta solt\u00e1-lo no pasto. Mas comprar um cavalo \u00e9 caro. Custa mais ou menos 30-40 mil r\u00e9is e uma vaca 60-70 mil r\u00e9is, mas vale a pena. Aqui encontramos as mesmas ra\u00e7as de animais que na Alemanha, inclusive c\u00e3es e gatos.<br> A cidade de Blumenau possui uma farm\u00e1cia que est\u00e1 nas m\u00e3os do Dr. Blumenau. Al\u00e9m disso tem dois comerciantes, um dono de hospedaria, um ferreiro, um serralheiro, um tanoeiro, dois marceneiros, dois construtores de m\u00e1quinas, dois carpinteiros, um agrimensor, alguns alfaiates e sapateiros e um seleiro. Estes \u00faltimos moram muito distantes um do outro (*Nota: fato do que Alexander se aproveitou para se instalar como seleiro e sapateiro). Ainda existem aqui um moinho e serraria e ainda uma olaria onde quase nunca se consegue tijolos apesar da grande procura.<br> H\u00e1 pouco tempo chegaram mais quatro navios de imigrantes e aguarda-se mais outro dentro de poucos dias. Animem-se e venham com entusiasmo. Aqui h\u00e1 lugar para milhares &#8211; milh\u00f5es &#8211; de pessoas! Mas aconselhamos a todos que queiram seguir nosso exemplo: devem ser jovens e fortes. Se pessoas de mais idade n\u00e3o tiverem parentes aqui que lhe d\u00eaem apoio, vai ser dif\u00edcil.<br> No \u00faltimo navio vieram, novamente, G\u00f6rlitzer: uma vi\u00fava G\u00f6rner e os dois irm\u00e3os Z\u00fcndler, dos quais o mais novo me surpreendeu quase matando-se de trabalhar para derrubar a \u00faltima \u00e1rvore grande no meu peda\u00e7o de terra.<br> Al\u00e9m dos tr\u00eas acima citados, n\u00e3o tem mais ningu\u00e9m de G\u00f6rlitz aqui. Ainda n\u00e3o tive not\u00edcias dos Dick, Grahl, Konrad e Steinbach, nem dos H\u00f6hne, cujas coisas eu trouxe para eles e que por enquanto vou manter aqui comigo, pois ainda espero descobrir onde est\u00e3o.<br> Nossa alimenta\u00e7\u00e3o consiste basicamente de feij\u00e3o preto e carne seca (Karnesek), de manh\u00e3 tomamos caf\u00e9 e \u00e0 noite ch\u00e1. O caf\u00e9 e o a\u00e7\u00facar s\u00e3o puros ao contr\u00e1rio do l\u00e1 de casa, onde est\u00e1vamos acostumados a tomar chic\u00f3ria, que eles chamavam caf\u00e9. Quando ca\u00e7o alguma coisa, a carne com arroz, milho e ervilhas representam uma varia\u00e7\u00e3o bem-vinda. A espingarda \u00e9 fiel companheiro do colono &#8211; quase como a bengala do alem\u00e3o &#8211; es se mostra muito \u00fatil para abater animais selvagens e aves. S\u00f3 me arrependo de n\u00e3o ter trazido mais p\u00f3lvora e chumbinho. Os p\u00e1ssaros t\u00eam uma plumagem muito linda e &#8220;Schakatins&#8221; (jacutingas?), uma esp\u00e9cie de peru selvagem,e pombos selvagens s\u00e3o muito visados para ca\u00e7a.Os animais silvestres mais freq\u00fcentes, geralmente ca\u00e7ados e pegos em armadilhas, s\u00e3o as lebres, veados, gazelas, porcos do mato e antas, estas \u00faltimas \u00e0s vezes atingem o tamanho de um boi. Agora que temos ver\u00e3o, ao contr\u00e1rio de voc\u00eas, n\u00e3o h\u00e1 muita ca\u00e7a, mas espero conseguir o bastante no pr\u00f3ximo inverno para n\u00e3o precisar comprar.<br> Menciono aqui os of\u00edcios que t\u00eam mais futuro aqui: oper\u00e1rios que trabalham com madeira, como carpinteiros, marceneiros e tanoeiros, que ganham muito bem. Tamb\u00e9m os oper\u00e1rios que trabalham na forja, como ferreiros e serralheiros. N\u00e3o existe nenhum ceramista, que faz muita falta. Um bom mestre oleiro tamb\u00e9m faria fortuna aqui, mas ele teria que trazer alguns oper\u00e1rios competentes. Lenha n\u00e3o custa nada e no Itaja\u00ed encontramos o melhor barro para tijolos. O milheiro de tijolos \u00e9 entregue a 40 mil r\u00e9is. O homem que Dr. Blumenau colocou na olaria existente, infelizmente, n\u00e3o entende nada do neg\u00f3cio (um pedreiro alem\u00e3o). Ele queria contratar Lindner quando soube que este era oleiro e ofereceu um bom sal\u00e1rio, mas Lindner recusou a oferta. Algu\u00e9m que montasse uma serraria a que teria todo o apoio do Dr. Blumenau. Logo atr\u00e1s dos terrenos do Lindner encontram-se cerca de 400 &#8220;Morgen&#8221; da melhor madeira e tamb\u00e9m excelente for\u00e7a hidr\u00e1ulica. Al\u00e9m disso, o empreendedor teria o direito de colher \u00e1rvores do vizinho em troca de uma em cada 12 t\u00e1buas como pagamento. Gostaria que todos os mestres marceneiros do &#8220;G\u00f6rlitzer M\u00f6belmagazin der verinigten Tischlermeister&#8221; (Loja de M\u00f3veis dos Mestres Marceneiros Reunidos de G\u00f6rlitz) nos visitassem e levassem como lembran\u00e7a um carregamento de madeiras das mais belas e resistentes do meu terreno , das quais dizem que existem perto de 300 esp\u00e9cies diferentes.<br> A falta de sapateiros em Santa Catarina deve ser grande. No nosso desembarque perguntaram-nos se n\u00e3o havia nenhum sapateiro entre n\u00f3s que quisesse ficar como chefe de oficina e mandar vir aprendizes da Alemanha. Foi-lhes oferecido dinheiro adiantado, com a condi\u00e7\u00e3o que ficasse l\u00e1. Como fiquei sabendo, um aprendiz l\u00e1 ganha 2 mil r\u00e9is pela confec\u00e7\u00e3o de um para de sapatos leves femininos.<br> A todos que tiverem vontade de seguir meu exemplo e emigrar para c\u00e1, aconselho trazer um terno quente, nem que seja pouco elegante e fora de moda, para usar no navio. Al\u00e9m disso, mandem fazer as vasilhas a serem usados na viagem de folha de flandres da mais resistente. Ser\u00e3o necess\u00e1rios um caneco com capacidade de aprox. 250 ml, vasilha e chaleira para cozinhar, uma garrafa para \u00e1gua pot\u00e1vel, um a\u00e7ucareiro, uma manteigueira e &#8211; um penico com tampa. Al\u00e9m do mais: faca, garfo e colher e alguns vidros resistentes para vinagre etc. Aqueles que tiverem meios, que adquiram em Hamburgo algumas garrafas de bom vinho. Antes da viagem tamb\u00e9m \u00e9 indicado abastecer-se com frutas bem secas, como ameixas, ma\u00e7\u00e3s e peras, al\u00e9m de p\u00e3o no valor de 15 &#8220;Silbergroschen&#8221;, cortado em fatias grossas e torrado novamente. Os homens deveriam trazer ainda uma boa espingarda de cano duplo com bastante muni\u00e7\u00e3o.<br> A todos que t\u00eam como objetivo imigrar para a nossa col\u00f4nia, posso indicar os Senhores Wilhelm H\u00fchn em Hamburg e Fr\u00f6bel em Rudolfstadt de boa consci\u00eancia.<br> A todos os amigos a\u00ed na p\u00e1tria muitas lembran\u00e7as, tamb\u00e9m da minha fam\u00edlia.<br> Assinado: Alexander B\u00fcrger<br> Seleiro e colono.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Essa carta vem publicada na p\u00e1gina 13 do &#8220;Jahresbericht ueber dir Ereignisse und Fortschritte der Deutschen Kolonie Blumenau im Jahre 1856&#8221;. Vide c\u00f3pia digitalizada abaixo:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Jahresbericht_ber_die_Ereignisse_und_Fortschritte_der_deutschen_Kolonie_Blumenau_im_Jahre_1856.pdf\">Jahresbericht \u00fcber die Ereignisse und Fortschritte der deutschen Kolonie Blumenau im Jahre 1856<\/a><a href=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Jahresbericht_ber_die_Ereignisse_und_Fortschritte_der_deutschen_Kolonie_Blumenau_im_Jahre_1856.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p>Jahresbericht \u00fcber die Ereignisse und Fortschritte der deutschen Kolonie Blumenau im Jahre 1856 von Dr. Hermann Blumenau. (Relat\u00f3rio anual sobre os eventos e o progresso da col\u00f4nia alem\u00e3 de Blumenau em 1856 do Dr. Hermann Blumenau)<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/BLU198807_Burger.pdf\">Pequena cr\u00f4nica de antepassados (Carta de Alexander B\u00fcrger)<\/a><a href=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/BLU198807_Burger.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dados vitais &#8211; Carl August Alexander B\u00fcrger<\/h2>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table\"><tbody><tr><td width=\"30%\">Data de nascimento:<\/td><td width=\"70%\">03 Novembro 1817<\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\">Local de nascimento:<\/td><td width=\"70%\">G\u00f6rlitz, Dresden, Saxony, Germany&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\">Falecimento:<\/td><td width=\"70%\">10 Janeiro 1899&nbsp;(81)&nbsp;<br>Indaial, Santa Catarina, Brasil<\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\">Local de enterro:<\/td><td width=\"70%\">Indaial, Santa Catarina, Brasil<br>Cemit\u00e9rio Luterano Encano do Norte<\/td><\/tr><tr><td width=\"30%\">Fam\u00edlia imediata:<\/td><td width=\"70%\">Marido de Ernestine Friederike Louise B\u00fcrger. Pai de Alexander Bruno B\u00fcrger; Anne Marie Elisabeth Prochnow; Ernst Friedrich Julius B\u00fcrger; Heinrich Gustav Franz B\u00fcrger; Heinrich Reinhold Gustav Adolf B\u00fcrger<\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A emigra\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Embarcou com sua fam\u00edlia, esposa e 4 filhos para Blumenau\/SC, no navio &#8220;Fortuna&#8221;, em 18 de julho de 1856, em Hamburgo (Altona). Ventos contr\u00e1rios retiveram o veleiro nesse porto at\u00e9 dia 20, quando desceu o Elba. S\u00f3 se fez ao oceano no dia 24 de julho. No dia 23 de Agosto de 1856 o navio defrontava a Ilha da Madeira, nesse per\u00edodo morreu o filho menor de Alexandre, Henrique de apenas 4 meses. O navio aportou dia 13 de Setembro em Desterro. Depois de 3 dias de permanecia na capital da prov\u00edncia, seguiu a fam\u00edlia em um vapor para a Barra do Rio Itaja\u00ed, subiram esse rio e chegaram \u00e0 Col\u00f4nia Blumenau a 27 de Setembro, \u00e0 noite. No dia 19 de Janeiro de 1857, escreveu a seus amigos uma carta de Blumenau em que conta \u00e0s perip\u00e9cias de sua viagem e dos seus primeiros dias de colono em Blumenau.<\/p>\n\n\n\n<p>Na rela\u00e7\u00e3o dos moradores da Col\u00f4nia Blumenau de 1872, Alexander B\u00dcRGER figura como morador da margem direita do Garcia e sua fam\u00edlia constava 9 pessoas (7 filhos).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fotos<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"120\" data-permalink=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/burger_1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_1.jpg\" data-orig-size=\"1600,900\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"L\u00e1pide &amp;#8211; Carl August Alexander B\u00fcrger\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;L\u00e1pide &amp;#8211; Carl August Alexander B\u00fcrger&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_1-300x169.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_1-1024x576.jpg\" src=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_1-1024x576.jpg\" alt=\"L\u00e1pide - Carl August Alexander B\u00fcrger\" class=\"wp-image-120\" width=\"512\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_1-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_1.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/a><figcaption>L\u00e1pide &#8211; Carl August Alexander B\u00fcrger<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"126\" data-permalink=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/burger_5\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_5.jpg\" data-orig-size=\"855,917\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Alexander B\u00fcrger &amp;#8211; Residentes da Col\u00f4nia BLUMENAU em 1858\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Alexander B\u00fcrger &amp;#8211; Residentes da Col\u00f4nia BLUMENAU em 1858 &amp;#8211; Lista publicado no jornal &amp;#8220;Allgemeine Auswanderungs-Zeitung&amp;#8221; de Rudolstadt n.30 de 03.09.1858. O lote do sr. Alexander B\u00fcrger era o de n\u00ba 22 no lado direito do ribeir\u00e3o Garcia.&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_5-280x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_5.jpg\" src=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_5.jpg\" alt=\"Alexander B\u00fcrger - Residentes da Col\u00f4nia BLUMENAU em 1858\" class=\"wp-image-126\" width=\"428\" height=\"459\" srcset=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_5.jpg 855w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_5-280x300.jpg 280w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_5-768x824.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 428px) 100vw, 428px\" \/><\/a><figcaption>Alexander B\u00fcrger &#8211; Residentes da Col\u00f4nia BLUMENAU em 1858 &#8211; Lista publicado no jornal &#8220;Allgemeine Auswanderungs-Zeitung&#8221; de Rudolstadt n.30 de 03.09.1858. O lote do sr. Alexander B\u00fcrger era o de n\u00ba 22 no lado direito do ribeir\u00e3o Garcia.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"529\" height=\"364\" data-attachment-id=\"121\" data-permalink=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/burger_2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_2.jpg\" data-orig-size=\"529,364\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Blumenau\/SC &amp;#8211; Alameda Duque de Caxias em 1864\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Blumenau\/SC &amp;#8211; Alameda Duque de Caxias em 1864 &amp;#8211; A imagem mostra a STADTPLATZ que significa CENTRO URBANO. Literalmente LUGAR (PLATZ ) da CIDADE (STADT). Acervo Carl Heinz Rothbarth&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_2-300x206.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_2.jpg\" src=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_2.jpg\" alt=\"Blumenau\/SC - Alameda Duque de Caxias em 1864\" class=\"wp-image-121\" srcset=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_2.jpg 529w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_2-300x206.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 529px) 100vw, 529px\" \/><figcaption>Blumenau\/SC &#8211; Alameda Duque de Caxias em 1864 &#8211; A imagem mostra a STADTPLATZ que significa CENTRO URBANO. Literalmente LUGAR (PLATZ ) da CIDADE (STADT). Acervo Carl Heinz Rothbarth<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"427\" height=\"381\" data-attachment-id=\"123\" data-permalink=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/burger_4\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_4.jpg\" data-orig-size=\"427,381\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;Bruno&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Blumenau\/SC &amp;#8211; Ponte antiga sobre Ribeir\u00e3o Garcia por volta 1860\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Blumenau\/SC &amp;#8211; Ponte antiga sobre Ribeir\u00e3o Garcia por volta 1860 casa fam\u00edlia Schrader Bruno Kadletz. 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Acervo de Carl Heinz  Rothbarth<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"234\" data-attachment-id=\"122\" data-permalink=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/burger_3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_3.jpg\" data-orig-size=\"400,234\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Blumenau\/SC &amp;#8211; Stadtplatz em 1869\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Blumenau\/SC &amp;#8211; Stadtplatz (centro urbano) em 1869&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_3-300x176.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_3.jpg\" src=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_3.jpg\" alt=\"Blumenau\/SC - Stadtplatz em 1869\" class=\"wp-image-122\" srcset=\"https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_3.jpg 400w, https:\/\/www.kanenberg.com.br\/familia\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/burger_3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption>Blumenau\/SC &#8211; Stadtplatz (centro urbano) em 1869<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Por este texto desta carta, vimos que a vida que tiveram muitos de nossos antepassados n\u00e3o foi f\u00e1cil. Imagine sair da Alemanha vindo para um lugar totalmente desconhecido. De idioma diferente. Tendo que investir as poucas economias em algo que n\u00e3o sabiam se daria certo. E literalmente abrir a mata para construir a casa, plantar e ca\u00e7ar para sua sobreviv\u00eancia.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea teria essa coragem?<br><\/p>\n\n\n\n<p>Como ter\u00e1 sido a vida dos antepassados de sua fam\u00edlia?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fontes de pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre em uma nova aba)\" href=\"https:\/\/www.geni.com\/people\/Carl-August-Alexander-B%C3%BCrger\/6000000042057619015#\" target=\"_blank\">geni.com<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Blog do Adalberto Day (abre em uma nova aba)\" href=\"https:\/\/adalbertoday.blogspot.com\/2014\/03\/august-alexander-burger.html\" target=\"_blank\">Blog do Adalberto Day<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Genealogy.com (abre em uma nova aba)\" href=\"https:\/\/www.genealogy.com\/ftm\/r\/e\/n\/Elisabeth-C-Renger\/WEBSITE-0001\/UHP-0401.html\" target=\"_blank\">Genealogy.com<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Ibero-Amerikanisches Institut (abre em uma nova aba)\" href=\"https:\/\/digital.iai.spk-berlin.de\/viewer\/image\/PPN729963845\/1\/LOG_0000\/\" target=\"_blank\">Ibero-Amerikanisches Institut<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.worldcat.org\/identities\/lccn-nr93031724\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"worldcat.org (abre em uma nova aba)\">worldcat.org<\/a><br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00f3pia de carta enviada pelo emigrante Carl August Alexander B\u00fcrger a um amigo, e publicada no Goerlitzer 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